Brazil: Mãe e filha são agredidas em shopping por serem confundidas com casal gay

Uma mulher publicou vídeo nas redes sociais na última sexta-feira, 29, para denunciar agressão sofrida em um shopping de Brasília. Solange Afonso conta que a violência ocorreu porque o agressor acreditou que ela e sua filha fossem um casal gay. Uma situação parecida ocorreu com pai e filho no interior de São Paulo há alguns anos.

“Começou com agressão verbal, chamou a gente de cretinas e safadas porque achou que a gente era um casal gay”, disse no vídeo. Ela relatou que foi ao cinema no Liberty Mall, na Asa Norte, Brasília, com a filha de 20 anos. Na saída da sessão, um homem as abordou e lhes disse ofensas.

Ela se zangou e teria xingado de volta, até pedir para os agentes de segurança do shopping conterem o homem para que fossem todos à delegacia. No vídeo, Solange mostra um machucado na região dos olhos e afirma que o rapaz chegou a agredi-la fisicamente.

“Eu não sou gay, mas eu me botei no lugar de todas as pessoas que eu conheço e que só querem viver, serem felizes e viverem a vida delas”, desabafa a mulher. Ela pede a todos que sofrerem uma agressão desse tipo que não se calem e defendam os seus direitos.

“Minha filha tem 20 anos e nunca passou por um constrangimento desses. Só que eu me orgulho porque eu mostrei para ela que a gente tem que lutar. Que a gente não tem que ficar calado”, declarou.

Durante todo o vídeo, Solange mostra estar muito abalada e chega a chorar. Read more via Estãdo

 

 


A woman published a video on social networks on Friday, 29, to denounce violence against her and her daughter in a mall in Brasilia. Solange Afonso said that the violence occurred because the offender believed that she and her daughter were a gay couple. A similar situation occurred with father and son in São Paulo a few years ago.

"I'm not gay, but I put myself in the place of all the people I know who just want to live, be happy and live their lives," sighs the woman. She asks everyone to suffer an attack of this kind do not be silent and defend their rights.

"My daughter is 20 years old and have never experienced such a constraint. Only I'm proud because I showed her that we have to fight. We do not have to be silent, " she said.